6.29.2008

I miss you

Acordar e dormir sem você.

Quem inventou isso?

To sentindo muito a sua falta. Volta logo.

Te amo.

4.14.2008

Pentelhando

Nunca pensei que seriam pelos pubianos a me revelar a tal maturidade.

Mas foi. Não os meus, claro, que estes nunca foram indício da minha maturidade. Pêlo contrário.

Mas os daquele menino. Quem me conhece imagina quem?

Entrei no banheiro para dar um aviso (lava essa cabeça direito!). Ele pelado. Dei uma olhadela para saber se estava tudo "em ordem". Não estava. Tudo desordenadamente peludo.

Tudo bem, exagerei. São uns poucos pêlos, uns 20 talvez. Mas a questão não é a quantidade. É a qualidade. Não é pelinho do ursinho da mamãe. É pentelho. E pentelho quem tem é gente grande.

O que isso faz de mim?

8.24.2007

mais 5 minutos

Toda manhã.
Quando estou com você.
Ao telefone.
No banho.
De cigarro.
De Fantasia.
O Sexo.
Descanso.
Depois do almoço.
Antes do trem.

Mas foi tempo demais antes.

Weirdo

Bem cá estou eu. Steinenbronn. Não sei existe nem no Wikipedia. Mas existe na Alemanha. Ou pelo menos há casas, um supermercado, um posto de gasolina, uma farmácia, um hotel. Mas não há pessoas, então não sei se existe.
De qualquer forma, tem sido minha morada desde e junho e continuará sendo até novembro. Hoje estive na Rathaus para pedir prorrogação do meu visto. Weird.

4.03.2007

fick dich

e agora?
ois. até esqueço que tenho um blog.

pois sim, um assunto, um assunto, um assunto...

contei a uma amiga que "tenho um blog". Agora preciso escrever algo porque um blog nao pode ficar desatualizado. Nunca.

Tudo fica desatualizado. Até sua vida. Mas nao seu blog.
E eu estou estudando alemao. Sim, ô linguinha...
Sabe como é 5.555?
funftausendfunfhundertfunfundfunfzig (e acredite, quase todos os "us"levam trema, mas meu teclado nao tem e nem vou procurar).
E é isso mesmo. Tudo de uma vez só. Tudo emendado. Mas existe uma lógica pra montar isso aí. Só nao existe lógica para terem inventado (e mantido) essa barbárie.
portanto, meu amigo, em visita a alemanha, evite falar 5.555. Pensando bem acho que vai ser mesmo dificil. Voce nao vai gastar funftausendfunfhundertfunfundfunfzig euros. nao vai beber funftausendfunfhundertfunfundfunfzig cervejas e nem comer funftausendfunfhundertfunfundfunfzig salsichoes. portanto esqueca, va pra alemanha sim e seja feliz. depois te ensino de eins a zwanzig. e peitos, bunda e foda-se. estes sao faceis.

ppor falar em facil, meu cigarro acabou. é meia-noite. Estava trabalhando até agora e meu cigarro acabou.
Taí uma coisa que nao devia acontecer. nunca. já procurei até nas bolsas velhas. Um sozinho lá, perdido. Mas nada. vou dormir assim.

e vou dormir agora. Fick dich.

9.16.2006

otello, capivara, pneumonia, roncos e bugios

nao esperava nada daquele dia.
era eu, e so, mais uma vez, viajando para resolver as coisas do meu pai.
brasilia. ver amigos.
me sinto so em SP. sentia.
pedro me levou ao armazem do ferreira (comecamos mal - pensei).
mesa cheia de homens, epoca de copa.
o que estou fazendo aqui?
calada.
sentei ao seu lado.
acaso. ?
voce nao olhava para mim.
depois vim saber o motivo.
uma das coisas mais lindas que voce ja me disse. entre tantas.
"nao conseguia olhar para voce porque me apaixonei assim que vi voce chegando, e pensei: essa mulher vai fuder com minha vida."
capivara.
trocamos algumas palavras e voce sem me olhar.
achei estranho.
e interessante.
e sexy.
convite para sua casa.
aceitei. bukowski.
voce me olhava.
decidi ir embora.
3 despedidas.
voce nao queria que eu fosse, mas fui. "gente demais".
viajei no dia seguinte
pensei em voce de noite.
pensei em voce de dia.
SP
pensei em voce.
um recado no orkut
ansiosa. nao podia ver o recado
ademais, nao sabia se era voce mesmo
mas era, desculpa esfarrapada
e-mails, piadinhas, cantadas,
brasilia de novo
sua casa. vomito. beijo.
otello. linda noite.
beijo. carinho. paixao e amor.
intimidade. como se te conhecesse desde sempre.
eu sei. nosso relogio tem outro ritmo.
ou nao. talvez sua teoria esteja correta.
ja nos conheciamos. esperar o que?
enfim, otello, casa do bruno, sua casa.
dormimos. nos amamos.
tremor, falta de apetite.
tres dias sem comer.
tres dias sem trabalhar.
tres dias sem falar com ninguem mais.
tres dias dentro do quarto.
voce de 4 por mim.
eu de dezesseis.
SP.
voce me ama. mas se eu achar muito cedo ama apenas meu jeito.
nao acho estranho. amo voce tambem.
uma semana.
ir embora. ?
nao, a distancia nao eh mais uma possibilidade entre nos.
voce fica.
transferencia. viva o embaixador.
agora eh nossa casa.
nossa cama.
nossa geladeira.
nosso transito.
nosso ciume.
nosso cigarro e nosso vinho.
meu vomito. seu banho picareta.
paraty.
ronco do bugio.
noites e dias no quarto.
reuniao de pais.
atrasos.
Amor.

7.04.2006

por que eu to sempre acordada? Por que todos dormem???

6.28.2006

e minha pressa eh muita.
o teraputa me disse que a vida nao eh uma corrida de 100 metros, mas sim uma maratona.
quero correr na velocidade dos 100 m o tempo de uma maratona.

Nao vou percorrer um caminho maior??
estranha esta cidade
a cidade da pressa
carros, metro, trens, nenhum passaro
nao na vertical
na vertical eh lenta
nao peguei um so elevador em Sp que fosse rapido

eu sei, meu teclado esta com acentuacao desconfigurada

12.09.2005

Mermaid - Elysian Fields

Remember how you found me
Under a low bent half moon
I must have been singing for you
I'd never left the water
Though I once knew some flying fish
Thought I'd forget how to swim
I am your mermaid
I give to you freely
But soon as you see me I'm gone, gone
I am your mermaid
Tangled but blissful
Knock me a kissful of nectar, honey
The water is hot
And you hold my head
As sores of the day slip through the shore's threads
I'd never felt such rapture
A glimpse at the lighthouse
Undo myself from your hanging mouth
I am your mermaid
Tangled but blissful
Knock me a kissful of nectar, honey
I am your mermaid
I opened your mortal need
You planted your opal seed of love, love
I am your mermaid
I am your mermaid
I am your mermaid

8.19.2005

comparando

O pingo da fonte
na pedra se quebra
na folha se escorre
no Sol se revela
... NUVEM ...

O pingo da fronte
no outro se quebra
na vida se escorre
na voz se revela
... NÚCLEO ...

feijão com arroz

UM DOIS as palavras vão se formando na ponta do lápis que vai escrevendo com o fio do cérebro que se perde com a velocidade baixa da mão que pensa que escreve
um falso instrumento
cabeça pensante
cabeça de vento
amor amor amor
qual é seu invento?

7.14.2005

There There

"Just cause you feel it
it doesn't mean it's there"

Radiohead

6.01.2005

descarga

Abriu a boca para dar um grito, como o grito de liberdade, afinal sentia-se viva, mas a voz que saiu de dentro de si foi das cordas da vesicula.
Voz amarelo-amarga emudecida pela gosma biliar
Levantou e abaixou a cabeça diversas vezes em espasmos cada vez mais intensos
Dos seus olhos não saía nada
tinha secado seus vasos
mas a bile continuava explodindo em lava
contaminando seus dentes
sua boca
sua língua
seu queixo

tentou em vão passar as costas da mão sobre a boca
esperando aquela ter sido a última erupção
mas sabendo em si que não era
deixando a marca esverdeada em seus pêlos suaves

Quando a respiração já diminuia
dando até a sensação de que estava chegando a hora da última
sentiu de novo o tremor sutil em seus músculos
ia mais uma vez expelir seu amargo
foi quando sentiu a respiração parar
o ar não ia nem voltava
alguma coisa maior que seus tubos estava subindo
avisando da perda
e quando chegou na garganta sentiu o fluxo negro do sangue talhado
que envolvia sua víscera

e num último impulso de não se livrar da dor
no último instinto de ser humano sofrimento
ainda tentou segurar entre os dentes
o bolo de carne que sangrava e pulsava em sua gengiva
vazando pelos espaços
manchando de roxo o esmalte e o tártaro

ela abriu o esqueleto mas deixou os lábios cerrados
a víscera então começou a encontrar caminhos
a invadir os cantos da boca
os poros, as cáries, as aftas

e ela se libertou
abriu a boca e cuspiu, quase que involuntariamente
a forma viva de dor que saía do seu centro

agora parecia menor,
parecia parada
e parecia redonda

ela não hesitou
tirou os sapatos e pisou com entrega sobre seu pedaço maligno
as bolhas de sangue e carne estourando sob os dedos
esparramando nos espaços interdigitais
soltando seu cheiro vivo de morte

entrou em casa
enfiou seu pé no vaso sanitário
e deu descarga
para limpar os últimos restos de sua dor. Agora morta.

5.31.2005

Parece...

que o primeiro raio bateu no meu rosto?

5.24.2005

aviscerada

Ontem eu peguei todas as minhas vísceras e tirei de mim. Por buracos vários no meu corpo. Pelos poros.
Mas não morri
Fiquei numa semi-vida murcha, vesga, imprecisa, oca, latente
Os ossos suportando o peso flácido de uma pele que não tinha o que proteger
O contrário da felicidade
A felicidade pra mim é quando se arranca a pele
e os órgãos ficam todos expostos, vibrando, em tons de vermelho e roxo, em pulsação
Sempre tive essa imagem na mente
Sempre desde que aprendi na escola que a pele revestia todo o corpo e eu imaginei isso como o balão segura o ar, não como a casca reveste a maçã
Mas ontem não, meu dia de ontem foi dia de pele e osso
E poros abertos.

5.12.2005

sabedoria com números

Hoje, no meu chinês almoço, a sorte tirada foi:

"Ninguém bebe veneno para saciar a sede."

Será? Pra mim, depende... sede de quê?

Vão aí os números do outro lado pra quem quiser tentar a megasena:

25 11 16 27 45 21