As palavras me dominam. O dia que elas querem sair de mim, me dao nausea e me fazem vomitar.
O dia que nao querem, posso enfiar o dedo na garganta o quanto quiser.
Elas adoram brincar comigo.
Podem parar. Ja entendi que hoje eh dia de jogo de esconde-esconde.
E eu me esqueci como se brinca.
3.15.2009
resposta ao Reinaldo
estar triste eh estar vivo.
tristeza eh uma presenca.
depressao eh ausencia. Inexistencia. O nada.
tristeza eh uma presenca.
depressao eh ausencia. Inexistencia. O nada.
3.07.2009
A menina da dor do bolo no labirinto
era uma vez uma menina de 7 anos.
7 anos de idade.
7 anos de felicidade.
Um dia, um pouco antes de fazer 8 anos (o que era o sonho dela, pois sempre gostara do numero 8, o numero que parece uma formiguinha) ela encontrou um bichinho. Um bichinho preto, feio, misterioso. Na verdade, foi o bichinho que encontrou a menina. Ela ficou olhando pra ele. E ele olhando pra ela. E apesar de seus olhos nao serem visiveis ela tinha certeza disso.
E assim eles ficaram por muito tempo. Mais tempo que era o tempo que ela esperava pra chegar a hora de dormir, que era sua hora favorita. E era sua hora favorita porque nessa hora ela fazia uma coisa que sua mae chamava rezar mas que ela chamava de esvaziardepalavras.
Mas naquele dia ela nao conseguiu esvaziardepalavras. Ela tentou. Ajoelhou-se ao lado da cama e ficou parada. Sem pensamentos e sem palavras. Nao conseguia ter palavras. O bichinho ali, olhando como que vitorioso. Ela fechou os olhos a procura das palavras, uma so, umazinha. E nada. E entao ela soube que nao conseguiria mais esvaziardepalavras.
Acordou no dia seguinte, como acordou em todos os dias dai pra frente. Quer dizer, nunca igual porque a cada dia mais e mais palavras estavam se acumulando dentro dela. Olhava as pessoas e ficava imaginando como elas podiam continuar vivendo normalmente. Onde e como elas estariam esvaziandopalavras. Mas nao tinha palavras pra perguntar e ficou sem resposta mesmo. Ficou na duvida ainda por muitos anos, ate descobrir muito tempo depois que elas tinham um bau de guardar palavras. Mas ela nao queria um bau desses. E ela nao queria por dois motivos: primeiro porque ele teria que ser tao grande, mas tao grande, que ela teria medo de cair dentro dele quando fosse esvaziardepalavras la dentro. Segundo porque ela tinha medo de alguma palavra fugir. Ela sabia que suas palavras eram maquiavelicas, mesmo sem conhecer esta palavra. Elas iam conseguir uma forma de fugir. E isso seria uma tragedia. Principalmente porque elas, as palavras, conseguem fazer aquele negocio que os bichos fazem, que se chama mimetismo, que seu pai lhe explicou um dia que era tipo uma fantasia que eles vestem e que os deixa parecidos com o lugar onde estao. Pois eh, as palavras tambem mimetem.
Entao ela resolveu que ia deixar as palavras dentro da cabeca mesmo. Talvez elas ficassem tao perdidas no labirinto de seu cerebro que nao encontrassem a saida nunca.
Mas ela, que sabia de um monte infinito de coisas (ela vinha fazendo uma lista das coisas que sabia mas quanto maior a lista ficava, maior tambem ficava a lista das coisas que tinham que entrar na lista. Ela desconfiava que isso devia ser um dos misterios de deus que o padre tanto falava nas aulas de religiao.) Pois sim, ela que sabia de tantas coisas, nao sabia de uma. Uma muito importante. Porque as pessoas nao falam das coisas que realmente importam. E por isso ela nao sabia que palavras adoram labirintos. Principalmente as maquiavelicas. Porque dentro dos corredores dos labirintos, elas comecam a se juntar e a formar bolos de palavras. E estes bolos vao crescendo dentro do corredor. O corredor vai crescendo dentro do labirinto.
E isso doi.
Doi mais que cortar o dedo com faca. Mais do que torcer o pe. E bem mais do que uma palmada de mae. Ela conhecia todas estas dores. Menos dor de bolo de palavras.
Mas a dor so comecou no outro dia de manha. No dia do seu aniversario de 8 anos. E entao no fim da tarde ela percebeu que o bichinho nao estava mais ali.
De novo ficou sem entender. Mas desta vez nem queria. Porque a dor ja estava la. E no comeco, ela ate se esquecia da dor quando ia brincar, mas com o passar do tempo, existia apenas ela e a dor.
E assim foi seu aniversario de 8 anos.
E assim foi seu aniversario de 9 anos.
E assim foi seu aniversario de 30 anos.
30 anos de idade.
7 anos de felicidade.
7 anos de idade.
7 anos de felicidade.
Um dia, um pouco antes de fazer 8 anos (o que era o sonho dela, pois sempre gostara do numero 8, o numero que parece uma formiguinha) ela encontrou um bichinho. Um bichinho preto, feio, misterioso. Na verdade, foi o bichinho que encontrou a menina. Ela ficou olhando pra ele. E ele olhando pra ela. E apesar de seus olhos nao serem visiveis ela tinha certeza disso.
E assim eles ficaram por muito tempo. Mais tempo que era o tempo que ela esperava pra chegar a hora de dormir, que era sua hora favorita. E era sua hora favorita porque nessa hora ela fazia uma coisa que sua mae chamava rezar mas que ela chamava de esvaziardepalavras.
Mas naquele dia ela nao conseguiu esvaziardepalavras. Ela tentou. Ajoelhou-se ao lado da cama e ficou parada. Sem pensamentos e sem palavras. Nao conseguia ter palavras. O bichinho ali, olhando como que vitorioso. Ela fechou os olhos a procura das palavras, uma so, umazinha. E nada. E entao ela soube que nao conseguiria mais esvaziardepalavras.
Acordou no dia seguinte, como acordou em todos os dias dai pra frente. Quer dizer, nunca igual porque a cada dia mais e mais palavras estavam se acumulando dentro dela. Olhava as pessoas e ficava imaginando como elas podiam continuar vivendo normalmente. Onde e como elas estariam esvaziandopalavras. Mas nao tinha palavras pra perguntar e ficou sem resposta mesmo. Ficou na duvida ainda por muitos anos, ate descobrir muito tempo depois que elas tinham um bau de guardar palavras. Mas ela nao queria um bau desses. E ela nao queria por dois motivos: primeiro porque ele teria que ser tao grande, mas tao grande, que ela teria medo de cair dentro dele quando fosse esvaziardepalavras la dentro. Segundo porque ela tinha medo de alguma palavra fugir. Ela sabia que suas palavras eram maquiavelicas, mesmo sem conhecer esta palavra. Elas iam conseguir uma forma de fugir. E isso seria uma tragedia. Principalmente porque elas, as palavras, conseguem fazer aquele negocio que os bichos fazem, que se chama mimetismo, que seu pai lhe explicou um dia que era tipo uma fantasia que eles vestem e que os deixa parecidos com o lugar onde estao. Pois eh, as palavras tambem mimetem.
Entao ela resolveu que ia deixar as palavras dentro da cabeca mesmo. Talvez elas ficassem tao perdidas no labirinto de seu cerebro que nao encontrassem a saida nunca.
Mas ela, que sabia de um monte infinito de coisas (ela vinha fazendo uma lista das coisas que sabia mas quanto maior a lista ficava, maior tambem ficava a lista das coisas que tinham que entrar na lista. Ela desconfiava que isso devia ser um dos misterios de deus que o padre tanto falava nas aulas de religiao.) Pois sim, ela que sabia de tantas coisas, nao sabia de uma. Uma muito importante. Porque as pessoas nao falam das coisas que realmente importam. E por isso ela nao sabia que palavras adoram labirintos. Principalmente as maquiavelicas. Porque dentro dos corredores dos labirintos, elas comecam a se juntar e a formar bolos de palavras. E estes bolos vao crescendo dentro do corredor. O corredor vai crescendo dentro do labirinto.
E isso doi.
Doi mais que cortar o dedo com faca. Mais do que torcer o pe. E bem mais do que uma palmada de mae. Ela conhecia todas estas dores. Menos dor de bolo de palavras.
Mas a dor so comecou no outro dia de manha. No dia do seu aniversario de 8 anos. E entao no fim da tarde ela percebeu que o bichinho nao estava mais ali.
De novo ficou sem entender. Mas desta vez nem queria. Porque a dor ja estava la. E no comeco, ela ate se esquecia da dor quando ia brincar, mas com o passar do tempo, existia apenas ela e a dor.
E assim foi seu aniversario de 8 anos.
E assim foi seu aniversario de 9 anos.
E assim foi seu aniversario de 30 anos.
30 anos de idade.
7 anos de felicidade.
3.06.2009
Love will tear us apart
Ha quase 3 anos escrevi aqui um post de amor.
Lindo, apesar de falar de capivaras e reunioes de escola.
Este eh tambem um post de amor. Amor acabado.
Acabado nao, mas amor impossivel, como na musica de Daniel Johnston. E nao eh impossivel porque um de nos seja inantingivel.
Eh impossivel porque eh grande demais.
E sufoca.
Angustia.
Sobe e desce 10 vezes por dia.
Amor elevador. Mas nao eleva. So afunda.
Amei muito. Amei mesmo. Amei a ponto de achar que eramos infinitos.
Voltei a comer carne com voce.
Ate virei gremista (pessima ideia que parece que nao vou mais conseguir - nem querer - me livrar).
Toda despedida tem um que de saudosismo. Essa nao podia ser diferente.
Lembra da primeira vez que fomos ao ronco do bugio? Nao saimos do quarto pra nada. Alias, lembra de quantas viagens ou fins e semana em que nao saimos do quarto?
12 metros quadrados eram suficientes. Porque eu e voce estavamos ali.
Lembra quando vomitei no meio do sexo?
Acho que nao vai mais acontecer com nenhum de nos pro resto de nossas vidas. Espero. E mesmo assim foi divertido. A gente riu muito. E ainda continuou alguns minutos depois.
Lembra de quando voce chorou conversando com seus pais sobre nosso encontro?
E de quando voce chorou copiosamente em meus bracos, na cama, de feliz?
E que quando as pessoas nos chamavam de malucos porque nos casamos desde o primeiro dia juntos voce dizia: eh que eu nao a conheci hoje, voces nao entendem. Isso eh um reencontro. E eu achava lindo, mesmo nao acreditando em outras vidas. Mesmo sabendo que era uma capivarisse.
E o nosso noivado? Bebados ate a tampa. Mostrei a calcinha pro seu pai porque queria mostrar seu nome tatuado.
Lembra quando voce me viu e pensou: "Essa mulher vai foder com minha vida." E nem olhou na minha cara, pensando ingenuamente que seria possivel evitar o que viria depois.
pois eh, acho que fudemos com nossas vidas. Ou pelo menos pensamos assim agora. Mas eu faria tudo de novo.
As 1001 massagens no seu pe.
O olhinho vesgo quando voce pedisse.
Daria meus gatos de novo por causa da sua asma.
Ate tatuaria seu nome no meu corpo como uma etiqueta de patrimonio.
Tudo igual.
Nao mudaria nada.
Alias, eu achava que nada seria capaz de mudar isso.
Mas mudou. Mudou porque o mundo continua rodando e pensamos que nos dois juntos somos maiores que ele. Mas nao somos.
Mudou porque voce esqueceu que sou a mulher que ia foder com sua vida.
E eu esqueci que voce era o homem que ia iluminar a minha.
Que pena.
Nao so eu e voce perdemos com isso.
O mundo inteiro perde. Parece pretensioso, ne?
Mas nossa historia serviu de inspiracao e admiracao pra muita gente. E o mundo carece de amor verdadeiro. Nos dois juntos somos felicidade gigante.
E mesmo com tudo mudando a gente continua se amando.
Mas parece que a gente nao sabe bem o que fazer com isso.
Voce me magoa. Eu te ofendo.
Voce me renega. Eu te odeio.
Eu perdi alguns pedacos de mim nestes anos. Morreram.
Voce se frustrou depois que a vida nos sufocou. E nao para de procurar pelo conserto disso.
So que nunca mais seremos os mesmos.
Arrisco a dizer que nunca mais seremos felizes como sabemos ser quando estamos um com o outro. E so quando estamos um com o outro. Arrisco dizer que ninguem mais neste mundo combina comigo como voce. E vice-versa.
Eu queria que fosse possivel ter mais tempo de vida com voce.
Mudar pra boipeba em 5 anos e mudar de vida. Era nosso plano. Chegamos a olhar um lote. Ter 60 anos ao seu lado. Cheios de tatuagens com historias e cheios de viagens mentais em Castelhanos. Cheios de fotos na geladeira. Geladeira cheias de cerveja e vinho. Menos cheios um do outro.
Muitas e muitas viagens ainda. Muitas noitadas. Muita cachaca, muitos vomitos, muitos cigarros, muito sexo, muito filminho no sofa, muito missoshiro, muitos shows.
Desculpa pelos meus erros. Desculpa pela minha mediocridade em querer encaixar a gente no mundo.
Mas parece que tudo isso vai ter que ser guardado numa grande caixa em cima do maleiro.
Shame on us. Love will tear us apart. Sabio Ian Curtis.
Lindo, apesar de falar de capivaras e reunioes de escola.
Este eh tambem um post de amor. Amor acabado.
Acabado nao, mas amor impossivel, como na musica de Daniel Johnston. E nao eh impossivel porque um de nos seja inantingivel.
Eh impossivel porque eh grande demais.
E sufoca.
Angustia.
Sobe e desce 10 vezes por dia.
Amor elevador. Mas nao eleva. So afunda.
Amei muito. Amei mesmo. Amei a ponto de achar que eramos infinitos.
Voltei a comer carne com voce.
Ate virei gremista (pessima ideia que parece que nao vou mais conseguir - nem querer - me livrar).
Toda despedida tem um que de saudosismo. Essa nao podia ser diferente.
Lembra da primeira vez que fomos ao ronco do bugio? Nao saimos do quarto pra nada. Alias, lembra de quantas viagens ou fins e semana em que nao saimos do quarto?
12 metros quadrados eram suficientes. Porque eu e voce estavamos ali.
Lembra quando vomitei no meio do sexo?
Acho que nao vai mais acontecer com nenhum de nos pro resto de nossas vidas. Espero. E mesmo assim foi divertido. A gente riu muito. E ainda continuou alguns minutos depois.
Lembra de quando voce chorou conversando com seus pais sobre nosso encontro?
E de quando voce chorou copiosamente em meus bracos, na cama, de feliz?
E que quando as pessoas nos chamavam de malucos porque nos casamos desde o primeiro dia juntos voce dizia: eh que eu nao a conheci hoje, voces nao entendem. Isso eh um reencontro. E eu achava lindo, mesmo nao acreditando em outras vidas. Mesmo sabendo que era uma capivarisse.
E o nosso noivado? Bebados ate a tampa. Mostrei a calcinha pro seu pai porque queria mostrar seu nome tatuado.
Lembra quando voce me viu e pensou: "Essa mulher vai foder com minha vida." E nem olhou na minha cara, pensando ingenuamente que seria possivel evitar o que viria depois.
pois eh, acho que fudemos com nossas vidas. Ou pelo menos pensamos assim agora. Mas eu faria tudo de novo.
As 1001 massagens no seu pe.
O olhinho vesgo quando voce pedisse.
Daria meus gatos de novo por causa da sua asma.
Ate tatuaria seu nome no meu corpo como uma etiqueta de patrimonio.
Tudo igual.
Nao mudaria nada.
Alias, eu achava que nada seria capaz de mudar isso.
Mas mudou. Mudou porque o mundo continua rodando e pensamos que nos dois juntos somos maiores que ele. Mas nao somos.
Mudou porque voce esqueceu que sou a mulher que ia foder com sua vida.
E eu esqueci que voce era o homem que ia iluminar a minha.
Que pena.
Nao so eu e voce perdemos com isso.
O mundo inteiro perde. Parece pretensioso, ne?
Mas nossa historia serviu de inspiracao e admiracao pra muita gente. E o mundo carece de amor verdadeiro. Nos dois juntos somos felicidade gigante.
E mesmo com tudo mudando a gente continua se amando.
Mas parece que a gente nao sabe bem o que fazer com isso.
Voce me magoa. Eu te ofendo.
Voce me renega. Eu te odeio.
Eu perdi alguns pedacos de mim nestes anos. Morreram.
Voce se frustrou depois que a vida nos sufocou. E nao para de procurar pelo conserto disso.
So que nunca mais seremos os mesmos.
Arrisco a dizer que nunca mais seremos felizes como sabemos ser quando estamos um com o outro. E so quando estamos um com o outro. Arrisco dizer que ninguem mais neste mundo combina comigo como voce. E vice-versa.
Eu queria que fosse possivel ter mais tempo de vida com voce.
Mudar pra boipeba em 5 anos e mudar de vida. Era nosso plano. Chegamos a olhar um lote. Ter 60 anos ao seu lado. Cheios de tatuagens com historias e cheios de viagens mentais em Castelhanos. Cheios de fotos na geladeira. Geladeira cheias de cerveja e vinho. Menos cheios um do outro.
Muitas e muitas viagens ainda. Muitas noitadas. Muita cachaca, muitos vomitos, muitos cigarros, muito sexo, muito filminho no sofa, muito missoshiro, muitos shows.
Desculpa pelos meus erros. Desculpa pela minha mediocridade em querer encaixar a gente no mundo.
Mas parece que tudo isso vai ter que ser guardado numa grande caixa em cima do maleiro.
Shame on us. Love will tear us apart. Sabio Ian Curtis.
3.05.2009
a procura de um milagre
eu queria saber a area da cabeca que precisa ser atingida pra garantir amnesia recente.
De preferencia com um counter de anos. Eu setaria no 3.
De preferencia com um counter de anos. Eu setaria no 3.
11.26.2008
amor por sms
Onde estão as demonstrações de amor? Não existem mais? Será que ficou fora de moda? Fazer grandes viagens para encontrar alguém, mandar uma banda fazer uma serenata debaixo da janela ou mesmo a mais simples de todas (que nao pode ser considerada de forma nenhuma uma loucura), mandar flores. não tenho visto. as pessoas querem conquistar outras na base do sms. sms "eu te amo". sms "volta pra mim, ainda te amo". sms "não quero te perder". foda-se. onde está a atitude? ou as loucuras por amor se acabaram ou o amor acabou. prefiro acreditar que ainda tem gente que faz.
11.25.2008
pre-natal infernal
O visto da Gab saiu. muito bom. esta viagem sera otima pra ele. so que isso tambem significa que a partir do dia 6 estarei sozinha em casa. sera o pre-natal infernal. o jeito vai ser arrumar uma viagem entre natal e reveillon...
sem tatoo
pronto. segunda que vem sera a minha primeira sessao para tirar esta tatuagem que nao faz mais sentido, independente do que aconteca. a moca disse que vai doer e ficar uma cicatriz grande. bom... nada que ja nao esteja acontecendo, entao. respondi.
11.24.2008
natal infernal
Então é isso.
Minha casa bagunçada, minhas gavetas, minha vida.
Começando de novo.
Eu posso passar por isso. Eu sei, já passei por coisas piores.
A dor maior é saber que tudo não passou de um sonho. Que poderia ter sido diferente, lindo especial. Que magoar alguém pode ser tão fácil, tolo, fútil, rápido.
Que algo tão bom possa ser jogado no lixo assim, tão de repente.
Isso me fez também ter o peso real de como já fiz alguém sofrer igual.
Putz, que burrice.
Mas o pior foi pensar em como vai ser meu natal. Sem o gab, sem família, sem ninguém. Sozinha em SP. Vai ser o inferno.
Minha casa bagunçada, minhas gavetas, minha vida.
Começando de novo.
Eu posso passar por isso. Eu sei, já passei por coisas piores.
A dor maior é saber que tudo não passou de um sonho. Que poderia ter sido diferente, lindo especial. Que magoar alguém pode ser tão fácil, tolo, fútil, rápido.
Que algo tão bom possa ser jogado no lixo assim, tão de repente.
Isso me fez também ter o peso real de como já fiz alguém sofrer igual.
Putz, que burrice.
Mas o pior foi pensar em como vai ser meu natal. Sem o gab, sem família, sem ninguém. Sozinha em SP. Vai ser o inferno.
11.18.2008
dias das mães
Fiz uma idéia de mim como mãe. calma, paciente, amiga, engraçada.e às vezes me pego a mãe mais maluca do mundo.aconteceu hoje.gritando de manhã porque ele havia esquecido da apresentação do trabalho de inglês.desculpa, Gab. Fui tão tola.
10.31.2008
bizarrices 1
vejam só como as coisas são estranhas.
Meu apelido, óbvio, é bila. quem colocou? rackel, minha irmã (aos 3 anos de idade).
descobri numa pesquisa inocente no google que bila foi um concubina escolhida por raquel para seu marido jacó.
:S
Meu apelido, óbvio, é bila. quem colocou? rackel, minha irmã (aos 3 anos de idade).
descobri numa pesquisa inocente no google que bila foi um concubina escolhida por raquel para seu marido jacó.
:S
verdades
nada pior do que tarde demais - bukowski.
faz tempo que eu não lia nada que eu achasse tão verdade.
que me tocasse tanto.
nada pior do que tarde demais para você dizer que ama alguém.
nada pior do que tarde demais quando você faz algo que não deveria ter feito.
nada pior do que tarde demais para você passar mais tempo com seu filho.
nada pior do que tarde demais para você estudar.
nada pior do que tarde demais para se conseguir o perdão de alguém ou para se perdoar alguém.
Enfim, nada pior do que tarde demais.
faz tempo que eu não lia nada que eu achasse tão verdade.
que me tocasse tanto.
nada pior do que tarde demais para você dizer que ama alguém.
nada pior do que tarde demais quando você faz algo que não deveria ter feito.
nada pior do que tarde demais para você passar mais tempo com seu filho.
nada pior do que tarde demais para você estudar.
nada pior do que tarde demais para se conseguir o perdão de alguém ou para se perdoar alguém.
Enfim, nada pior do que tarde demais.
10.22.2008
sem volta
ao chegar em casa percebeu que havia perdido a chave. como? a chave fica no chaveiro do carro. deve estar dentro da bolsa. escova, carteira, papeis, chocolate, batons. ué, cheguei em casa, estacionei, onde posso ter perdido a chave... fez o caminho de volta até a garagem sem saber que não existe caminho de volta. principalmente para subterrâneos. elevador, corredor, garagem. nada da chave e agora também nada do carro. perdido. como posso ter perdido o carro? assim, nenhum carro. que confuso. resolveu ir até o escritorio. sem saber bem para quê pois tinha certeza de que voltara no carro pra casa. pegou um taxi. berrini, 409, por favor. ruas.
senhora, nao tem 409. do 390 passa pro 420. a senhora tem certeza que é na berrini mesmo?
nao tem 409? moco, a gente tá na berrini?
é moça, mas nao tem 409.
me deixa aqui.
foi olhar. do 390 passa pro 420. é, nao tem 409. perdi o escritorio? pra onde vai um prédio inteiro? um endereço? e os computadores, as mesas, as pessoas? parou perplexa. olhou os carros, as ruas, as outras pessoas. todas pareciam bem saber das coisas. não sabia o que fazer. resolveu comprar o jornal. um pouco de realidade ia lhe fazer bem. talvez, ao distrair a mente, tudo voltasse. moço, dá um jornal, por favor.
de que dia?
de que dia??? de hoje!
não tem.
não tem jornal de hoje?
não tem hoje.
hoje não tem jornal de hoje. sei. e de que dia tem?
tem de ontem.
e por que nao tem de hoje?
não é que não tem de hoje, moça. pra você, hoje, não tem.
não tem hoje para mim? pros outros tem?
deve ter.
não sabia o que pensar. como assim? não tem hoje para mim. que maluco. o que ele quis dizer?
saiu da banca. ele não soube se expressar. é claro que tem hoje para mim, já fiz um monte de coisa hoje. acordei, levantei, trabalhei. eu me lembro de tudo. vou ligar pra laura. ela vai me contar. vai dizer que tem hoje, que tenho carro, que trabalhei. vai me buscar aqui e me levar para algum lugar e vamos resolver tudo.
pegou o telefone. discou.
alo
laura?
não
quem é?
pra quem voce ligou?
pra laura.
aqui não tem laura.
olhou no visor. a agenda dizia laura.
que número é?
minha senhora, aqui não tem laura. tchau.
continuou andando. passou na frente de uma loja. ao olhar na vitrine, viu seu reflexo. estava nua.
meu deus! cade minhas roupas. o que tá acontecendo.
daí em diante tudo foi muito rápido. nao tinha roupas, nao tinha carro, nao tinha endereço, não tinha documento. nem mesmo mais o seu nome. existia apenas.
a policia chegou. esperou, nua, na sala de espera. tinha perdido a voz e a fala. ambulância.
sedação. tinha paredes, apenas.
sabia que não deveria ter voltado. deveria ter arrebentado a porta
senhora, nao tem 409. do 390 passa pro 420. a senhora tem certeza que é na berrini mesmo?
nao tem 409? moco, a gente tá na berrini?
é moça, mas nao tem 409.
me deixa aqui.
foi olhar. do 390 passa pro 420. é, nao tem 409. perdi o escritorio? pra onde vai um prédio inteiro? um endereço? e os computadores, as mesas, as pessoas? parou perplexa. olhou os carros, as ruas, as outras pessoas. todas pareciam bem saber das coisas. não sabia o que fazer. resolveu comprar o jornal. um pouco de realidade ia lhe fazer bem. talvez, ao distrair a mente, tudo voltasse. moço, dá um jornal, por favor.
de que dia?
de que dia??? de hoje!
não tem.
não tem jornal de hoje?
não tem hoje.
hoje não tem jornal de hoje. sei. e de que dia tem?
tem de ontem.
e por que nao tem de hoje?
não é que não tem de hoje, moça. pra você, hoje, não tem.
não tem hoje para mim? pros outros tem?
deve ter.
não sabia o que pensar. como assim? não tem hoje para mim. que maluco. o que ele quis dizer?
saiu da banca. ele não soube se expressar. é claro que tem hoje para mim, já fiz um monte de coisa hoje. acordei, levantei, trabalhei. eu me lembro de tudo. vou ligar pra laura. ela vai me contar. vai dizer que tem hoje, que tenho carro, que trabalhei. vai me buscar aqui e me levar para algum lugar e vamos resolver tudo.
pegou o telefone. discou.
alo
laura?
não
quem é?
pra quem voce ligou?
pra laura.
aqui não tem laura.
olhou no visor. a agenda dizia laura.
que número é?
minha senhora, aqui não tem laura. tchau.
continuou andando. passou na frente de uma loja. ao olhar na vitrine, viu seu reflexo. estava nua.
meu deus! cade minhas roupas. o que tá acontecendo.
daí em diante tudo foi muito rápido. nao tinha roupas, nao tinha carro, nao tinha endereço, não tinha documento. nem mesmo mais o seu nome. existia apenas.
a policia chegou. esperou, nua, na sala de espera. tinha perdido a voz e a fala. ambulância.
sedação. tinha paredes, apenas.
sabia que não deveria ter voltado. deveria ter arrebentado a porta
10.20.2008
segunda opcao
Poderia ser tambem: o que voce faz ecoa tao forte em meus ouvidos que nao consigo ouvir o que voce diz.
Confucios somos nos!
Ate que o Sol brilhe, acendamos uma vela na escuridao.
Frase desse dia que insiste em nao raiar.
10.11.2008
9.26.2008
8.08.2008
8.07.2008
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